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O "EU-MURO", OU DEVO DIZER "COISA-NENHUMA"?

Ao despertar hoje a seguinte metáfora me atingiu como um raio:
minha vida não passa de um muro.

Um muro, isso. Para além do simbolismo que isso traz, reserva, barreira etc.,
assemelho-me ao muro no sentido arquitetônico!?

É um conjunto de coisas que formam um muro, tijolos no caso,
que são sobrepostos em firmes alicerces;
depois, camadas e camadas de massa dão a espessura da coisa;
finaliza-se com um reboco e uma mão de tinta.

Não é a vida do homem semelhante a isso?
Minha infância é a base de minha vida;
os pequenos acontecimentos formam minha estrutura;
Romances, músicas, poesias, filmes, a história da roma antiga, a origem do homem
tudo isso são as camadas com que procuro avultar o aglomerado de acontecimentos simples.

A partir desse ponto cessa a metáfora para mim
pois não há nada de uniforme em minha vida que se assemelhe ao reboco.
Já a tinta talvez corresponda à beleza
mas de que adianta a pintura num muro desfigurado?

Esses últimos exemplos talvez se fixem melhor na anatomia d…

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